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Semana de formações destinadas ao Ensino Médio em Tempo Integral visa fortalecer o modelo no Estado

Os encontros ocorreram na capital gaúcha e alcançaram cerca de 500 profissionais da educação

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Formação aconteceu na sede da Unisinos em Porto Alegre
Formação aconteceu na sede da Unisinos em Porto Alegre

Entre os dias 14 e 18 de julho, a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) realizou uma semana de formações voltadas às equipes gestoras das escolas do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). Os encontros aconteceram na sede de Porto Alegre da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e contaram com a participação de cerca de 500 profissionais da educação. Na segunda e terça-feira, aconteceu a formação Instrumentos de Gestão, com turmas diferentes a cada dia. Já a formação Rotinas de Gestão, com carga horária de 16 horas, teve início na quarta-feira à tarde e se encerrou nesta sexta-feira, reunindo os gestores das escolas que ingressaram no modelo em 2025.

Para Isabela Vieira, chefe da Divisão de Educação em Tempo Integral, o momento representa um passo fundamental para a consolidação do modelo de tempo integral na rede estadual gaúcha: "As formações desta semana foram um passo importante para consolidarmos o modelo de tempo integral na rede estadual. Ao trabalharmos com as equipes temas como rotinas e instrumentos de gestão, análise de indicadores e a liderança voltada para resultados, apoiamos a construção de escolas mais organizadas, comprometidas com a aprendizagem e com o protagonismo estudantil. Tanto para as escolas que já atuam com o EMTI quanto para as que iniciaram em 2025, os encontros foram espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento das práticas que sustentam o modelo."

A formação Instrumentos da Gestão teve como objetivo capacitar as equipes pedagógicas das escolas que já atuam no modelo integral desde 2024 ou anos anteriores com ferramentas e práticas de gestão utilizadas no contexto das escolas em tempo integral. Visando o protagonismo estudantil, excelência na gestão e replicabilidade do modelo escolar, foram abordados temas como: Indicadores e Estratégias, Programa de Ação e Reuniões de Fluxo. Os profissionais foram divididos em dois grupos e os encontros aconteceram nos dias 14 e 15 de julho.

Já a formação Rotinas de Gestão, voltada para os diretores(as) e vice-diretores(as) das 90 escolas que iniciaram a implantação do EMTI em 2025, buscou capacitar as equipes a se apropriarem do Modelo de Gestão e Pedagógico na nova rotina escolar. Os encontros enfatizaram a aplicação prática dos instrumentos da Tecnologia de Gestão Educacional (TGE) na condução dos processos de gestão escolar, com foco na análise dos indicadores. A formadora Thieko Piolla destaca os avanços que já podem ser notados na turma de gestores: “Apesar de serem diretores novos no Tempo Integral, a gente percebe que eles já têm uma apropriação. São vários relatos de boas práticas que eles já executam no dia a dia das suas escolas e trazem sugestões de melhorias. São pessoas muito capazes e com muita vontade que o modelo dê certo”.

Os gestores presentes na formação destacaram o momento de formação como um espaço para dividir questões em comum. “A nossa formação está sendo muito significativa. Acredito que como diretores temos demandas que são parecidas e podemos nos unir na busca por soluções. É um espaço de compartilhamento e de compreensão da educação como um todo. Questões como a merenda, a infraestrutura e a relação com os estudantes são comuns para todos nós que estamos nesse momento de implantação do modelo do tempo integral”, compartilhou Lucas Domingues, diretor da Escola Marechal Cândido Rondon. 

Formações da escolas piloto de Ensino Médio em Tempo Integral

Em paralelo às formações que ocorreram na sede da Unisinos de Porto Alegre, nos dias 15, 16 e 17 de julho, a Seduc promoveu formações presenciais no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, voltadas às equipes gestoras das dez escolas piloto de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), com foco na equidade racial. No primeiro dia, o encontro abordou o uso de indicadores como ferramenta estratégica para o enfrentamento das desigualdades educacionais. Diretores(as) e orientadores(as) educacionais participaram de reflexões sobre o ciclo de melhoria contínua e o uso de dados qualitativos e individuais ligados à Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) como base para ações pedagógicas e de gestão.

Já nos dias 16 e 17, a formação teve como tema central o Projeto de Vida, com o objetivo de aprofundar a discussão sobre sonhos, representatividade e trajetórias escolares. Diretores(as), orientadores(as) e professores(as) de Projeto de Vida participaram de atividades que conectaram os fundamentos desse componente à equidade racial, às habilidades socioemocionais e às metodologias inovadoras de ensino. A proposta reforça o compromisso com uma educação antirracista, centrada na escuta dos estudantes e no fortalecimento de suas jornadas pessoais e coletivas.

 

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