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Governo do Estado avalia indicadores da Rede Estadual e destaca boas práticas da gestão escolar

Reunião do ciclo de governança da educação reuniu lideranças da Seduc no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF)

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Fotografia de uma ampla sala de reuniões com dezenas de pessoas sentadas ao redor de uma grande mesa em formato de 'U'. No centro, monitores exibem gráficos. O ambiente possui teto escuro com iluminação linear, grandes janelas à esquerda e retratos em preto e branco na parede ao fundo.
Encontro analisa os principais indicadores da Rede Estadual, compartilhando as melhores práticas - Foto: Gustavo Perez | ASCOM Seduc

A Secretaria da Educação (Seduc) promoveu, na tarde desta quarta-feira (27/05), a reunião mensal do Ciclo de Governança na Educação. O encontro, realizado no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, contou com a participação do governador do Estado, Eduardo Leite, além da secretária adjunta em exercício da Educação, Iracema Castelo Branco, e dos coordenadores de cada uma das 30 Coordenadorias Regionais da Educação (CREs). 

Também estiveram presentes diretores de escolas estaduais e lideranças de todas as subsecretarias e departamentos da Seduc. Seguindo um cronograma de reuniões de trabalho, o encontro teve o objetivo de acompanhar os indicadores gerais da Rede Estadual, tanto nos aspectos pedagógicos quanto na aplicação dos recursos financeiros, alinhando, assim, o planejamento das próximas ações para a educação gaúcha.

Na abertura da reunião, o governador destacou os investimentos que foram feitos nos últimos anos nas obras escolares, mencionando que o acompanhamento rigoroso dos dados da Rede Estadual é o caminho para aprimorar cada vez mais as políticas públicas na área da educação.  

“Estamos fazendo um grande esforço para melhorar a infraestrutura das escolas e avançando em pontos importantes, como o ambiente escolar e a qualidade da merenda. Mas, no final das contas, precisamos garantir o professor e o aluno na sala de aula. Por isso, é fundamental acompanhar a frequência, identificar onde estão os maiores problemas e agir de forma intensiva para apoiar cada estudante. Cada jovem que conseguimos manter na escola representa uma transformação de vida para ele, para a família e para toda a sociedade”, ressaltou Leite. 

Da mesma forma, Iracema enfatizou que os dados coletados pelo Ciclo de Governança na Educação não representam apenas um indicador numérico, mas também precisam ser observados sob uma perspectiva sensível e humanizada. 

“Cada aluno importa e os desafios das escolas também são desafios nossos. O que vemos nas boas práticas apresentadas aqui é que, além dos indicadores, existe sempre uma dimensão humana muito forte: o estudante que se sente ouvido, acolhido e parte da escola”, apontou Iracema.

Para ela, o sucesso pedagógico está diretamente ligado aos vínculos afetivos que são construídos no dia a dia das escolas estaduais. “A aprendizagem passa pelo afeto, pela relação entre professor e aluno, pelo olhar próximo e atento. Em uma sociedade cada vez mais acelerada, precisamos recuperar essa dimensão humana dentro da educação, porque é isso que transforma trajetórias e faz diferença na vida dos nossos jovens,” conclui a secretária adjunta. 

Destaques em boas práticas

Após as falas institucionais, o coordenador do Centro de Educação Baseada em Evidências (CEBE) da Seduc, Guilherme Simionato, apresentou um panorama dos dados educacionais educacionais aos participantes. Em seguida, a programação do encontro seguiu um cronograma baseado em três eixos principais. Eles abordaram os resultados positivos e os pontos de atenção em diferentes regiões do Estado, permitindo que os exemplos sejam compartilhados e que as soluções sejam propostas de maneira conjunta.  

Execução do Agiliza

O primeiro indicador analisado no encontro diz respeito aos registros dos repasses do programa Agiliza Educação, que assegura autonomia financeira para as escolas da Rede Estadual. Os dados demonstram como as equipes diretivas gerenciam e aplicam os investimentos, que devem ser utilizados para a compra de materiais, reparos emergenciais e obras que não exigem grandes intervenções de infraestrutura. 

O destaque positivo deste mês foi a Escola Técnica Estadual 25 de Julho, localizada no município de Ijuí. Os avanços na gestão da escola foram apresentados pela própria diretora, Mari Terezinha da Rocha Monteiro, e pela coordenadora da 36ª CRE, Eveline de Souza Eberle.

A diretora explicou que, para definir o destino das verbas do Agiliza, a instituição de ensino aposta na transparência como um princípio inegociável. “A gente economiza, cuida do patrimônio público e ouve as pessoas. Escutamos os alunos pelo conselho participativo, os professores e os funcionários para decidir juntos onde investir os recursos”, destacou Mari Terezinha.

Com isso, desde 2020, a escola conquistou uma série de melhorias estruturais. As ações, realizadas a partir da escuta da comunidade escolar, incluíram a abertura de janelas para melhorar a ventilação das salas, a reforma completa dos banheiros, a instalação de Wi-Fi em todo o prédio e a colocação de câmeras de segurança e climatizadores. 

A equipe também fez adequações na rede elétrica, além de manter a manutenção periódica das salas. Até mesmo uma praça de alimentação nova foi construída para os estudantes. “Hoje, a água, a luz, a internet e a infraestrutura estão funcionando, e isso faz toda a diferença no dia a dia da escola”, completou a diretora Mari Terezinha. 

Aulas Dadas

Depois, o segundo eixo da reunião é responsável por acompanhar o cumprimento do calendário escolar e a regularidade das aulas. Nesse caso, a boa prática foi a atuação da 32ª CRE, cuja sede fica em São Luiz Gonzaga. A coordenadora regional, Mônica Pagliusi Lopes Justo, relatou quais foram as estratégias realizadas na região. 

Segundo ela, o sucesso das ações foi possível devido ao cuidado minucioso com os dados de cada instituição de ensino incluída na 32ª CRE. “Nosso conjunto de ações é bem simples, bem arroz com feijão: acompanhamento constante e sistemático. Eu acompanho os indicadores diariamente e, quando detecto algum sinal de alerta, levo imediatamente para a equipe”, detalhou a coordenadora.

Assim, Mônica também explicou que o estudo prévio dos indicadores foi uma etapa fundamental para agir de modo eficiente no atendimento aos gestores escolares. “Nunca chegamos numa escola sem antes estudar os dados, porque isso nos garante foco. Procuramos mostrar que os dados não servem apenas para preencher relatórios, mas para guiar decisões e transformar números em soluções reais para os estudantes”, afirmou a coordenadora.

Indicador de Frequência

O último indicador avaliado foi o tema da frequência, que acompanha a assiduidade dos estudantes, tendo como foco o combate ao abandono escolar. O caso de sucesso apresentado foi o da Escola Estadual de Ensino Médio São Gabriel, do município de Ametista do Sul. 

O diretor da instituição, Rudinei Zuffo, e o coordenador da 20ª CRE (Palmeira das Missões), João Batista Lima de Souza, mostraram as ações que melhoraram a permanência dos alunos em sala de aula.

“Percebemos que um dos fatores que mais influenciavam nossos índices educacionais era a evasão escolar. A partir disso, passamos a focar na participação da família, na escuta ativa dos estudantes e no acolhimento dentro da escola”, explicou Rudinei.

Para mudar esse cenário, houve uma forte valorização do senso de pertencimento.  “Fizemos busca ativa, conversamos com os alunos e entendemos que não adianta apenas trazer o estudante de volta: é preciso acolher e fazer com que ele se sinta parte da escola”, detalhou o diretor.   

Sobre o Ciclo de Governança

O Ciclo de Governança da Educação é um método de gestão adotado pelo governo do Estado desde março de 2025. O modelo substituiu as análises pontuais por um acompanhamento contínuo e coletivo da educação. As reuniões acontecem mensalmente e são estruturadas em diversas etapas que atravessam todo o sistema da Rede Estadual, alcançando até o gabinete do governador.

O processo começa na rotina das próprias escolas estaduais. As equipes diretivas analisam dados como a presença dos alunos, o cumprimento dos dias letivos e o uso das verbas do programa Agiliza Educação. Depois, os diretores debatem as informações com as suas respectivas CREs.

Os dados regionais são consolidados pelas CREs e discutidos com o órgão central, a Seduc. A secretaria debate os diagnósticos semanalmente para definir as diretrizes da rede. O ciclo termina na última semana de cada mês, em uma reunião direta com o governador do Estado, onde as decisões estratégicas são tomadas.

 

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