Azevedo fala sobre reforma do Ensino Médio na Câmara Temática do CDES
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O secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, a secretária-adjunta Maria Eulalia Nascimento e as assessoras da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) Maria de Guadalupe Menezes de Lima e Vera Maria Ferreira falaram na tarde desta quarta-feira (2) sobre o processo de implantação da reforma do Ensino Médio na rede estadual de ensino na reunião ordinária da Câmara Temática da Educação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Azevedo abordou a implantação da reestruturação curricular desde o seu início, em 2011, com o processo de conferência estadual, até os primeiros resultados da reforma.
O secretário falou sobre os princípios norteadores da reforma e destacou que o processo está em permanente debate dentro da rede, com grande adesão e também encontrando resistências para sua efetivação. ?Hoje este é um debate público, o que é muito positivo, pois permite a qualificação da proposta?, enfatizou Azevedo lembrando que ao final do segundo ano resultados positivos têm sido observados a partir da reestruturação curricular, como o aumento no índice de aprovação em turmas de 1º ano do Ensino Médio já no primeiro ano da reforma. A implantação do novo currículo é gradativa. Em 2012, chegou às turmas de 1º ano. Em 2013, às de 2º e, em 2014, alcançará as classes de 3º ano. Dez conselheiros acompanharam a reunião, que foi aberta pelo secretário-executivo do CDES, Marcelo Danéris, e, depois, coordenada pelo secretário-adjunto, Nelson Spolaor.
O tema vem sendo acompanhado pelo CDES. Nesta tarde, foram apresentados dados como a melhoria dos índices de aprovação do Ensino Médio da rede estadual, que em 2012 foi de 70,4% contra os 66,3% verificados em 2011. As assessoras da Seduc enfatizaram que a reformulação busca garantir identidade ao Ensino Médio, aumentar o acesso e a permanência dos jovens na escola com garantia de aprendizagem. Entre as principais mudanças do novo sistema está o agrupamento das disciplinas tradicionais em quatro áreas: Matemática, Ciências da Natureza (biologia, física e química), Ciências Humanas (história, geografia, sociologia e filosofia) e linguagens (língua portuguesa e estrangeira, literatura, educação física e artes).
A avaliação classificatória (notas de 0 a 10) foi trocada pela avaliação emancipatória. Segundo a Secretaria da Educação, o método é ideal para a democratização do acesso ao conhecimento, transformando a escola em um espaço de emancipação e inclusão pela aprendizagem. Agora os alunos serão avaliados por conceitos: Construção Satisfatória de Aprendizagem (CSA), Construção Parcial de Aprendizagem (CPA) e Construção Restrita de Aprendizagem (CRA).
A carga horária foi ampliada em mais 600 horas/aula (200 horas a mais a cada ano), passando a carga horária total dos 2.400 para 3.000 horas/aula, sem redução de conteúdos de disciplinas como língua portuguesa e matemática. Na reunião, a secretária-adjunta Maria Eulalia teve oportunidade de dirimir dúvidas de conselheiros e de reiterar pontos propostos pela reforma estadual. ?Hoje, garantir direito não significa apenas ampliar vagas. É preciso garantir o direito à aprendizagem, oferecer as condições para que os estudantes vivenciem a alegria de reconhecerem-se como capazes, e não verem frustrados os seus sonhos com a reprovação?, enfatizou a secretária.