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Estudantes ajudam a tornar escolas da Rede Estadual mais resilientes com plano de contingência para eventos climáticos

Participação dos jovens fortalece cultura de prevenção e cuidado nas comunidades escolares

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Foto de um cartaz feito à mão sobre uma mesa escolar, escrito "Plancon" em letras grandes. O trabalho detalha ações práticas, riscos e problemas de logística em eventos climáticos. Mãos de estudantes seguram o papel, que tem um estojo bege ao lado.
Entre as atividades escolares, os alunos aprendem sobre a importância de conhecer os planos de contingência, os Plancon - Foto: Divulgação | ASCOM Seduc

Iniciativa do governo do Estado, o Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos (Plancon Escolar) – instrumento de gestão que prepara instituições da Rede Estadual para enfrentar situações de emergência meteorológica – envolve não apenas as equipes diretivas das escolas. A construção do plano inclui, na realidade, toda a comunidade escolar.

A participação dos jovens faz parte da metodologia adotada pela Secretaria da Educação (Seduc), que entende a construção dos Plancons como um processo coletivo. Para apoiar as escolas, a Seduc promove formações continuadas com gestores e equipes escolares, orientando a elaboração dos planos e incentivando o envolvimento dos estudantes em todas as etapas.

Por meio de oficinas, debates, atividades de mapeamento e discussões sobre riscos presentes em seus territórios, os estudantes passaram a refletir sobre temas relacionados à prevenção, à proteção da comunidade escolar e aos impactos dos eventos climáticos extremos. A proposta busca fortalecer uma cultura de cuidado que alcance também as famílias e comunidades.

Estudantes em um corredor de escola fixam cartazes e folhas com desenhos de autorretratos em uma parede branca com azulejos cinzas na base. Um jovem à esquerda segura um papel grande e observa o grupo que prende os trabalhos próximos a janelas com grades metálicas.
Na Escola Estadual de Ensino Médio Roberto Silveira, de Cachoeirinha, alunos produziram cartazes sobre prevenção e segurança - Foto: Divulgação | ASCOM Seduc

Na Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Roberto Silveira, de Cachoeirinha, e na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Souza Lobo, de Porto Alegre, os estudantes participam de forma ativa da elaboração de ações de prevenção e resposta previstas nos planos. Desse modo, é a própria visão estudantil que também contribui para tornar os ambientes escolares mais seguros e preparados para situações de emergência.

Esta matéria é a segunda de uma série de três a respeito do Plancon Escolar, uma das ações do governo gaúcho que visa tornar a Rede Estadual de Educação mais preparada para eventos meteorológicos extremos.

A imagem mostra três plantas baixas desenhadas à mão em folhas de papel presas com fita. Representam o mapa de emergência de uma escola, dividida entre andar térreo e 2º andar. Contém marcações coloridas indicando rotas de fuga, locais seguros e pontos de encontro.
Estudantes da Escola Roberto Silveira recriaram planta do prédio para conhecer melhor a estrutura local - Foto: Divulgação | ASCOM Seduc
Prevenção e segurança no currículo

Na EEEM Roberto Silveira, os estudantes analisaram os temas do guia de elaboração de planos de contingência e, com os professores de História e Geografia da escola, realizaram pesquisas, apresentaram trabalhos e produziram cartazes sobre prevenção e segurança.

Os estudantes ainda desenharam a planta da instituição, em um esforço para compreender melhor o espaço e conhecer as rotas de evacuação. Os anos iniciais da escola também estão participando de forma lúdica, com atividades adaptadas à idade. Já na Educação de Jovens e Adultos (EJA), os estudantes elaboraram um jornal informativo sobre o tema.

Para as alunas Eduarda de Moraes, Isadora Carvalho e Luiza Hofstatter, do 9º ano, realizar trabalhos sobre o Plancon foi muito importante para que se sentissem preparadas para enfrentar situações de emergência. Segundo elas, durante as pesquisas e atividades, ficou evidente que o Plano de Contingência é uma ferramenta essencial para orientar a comunidade antes, durante e depois de situações de risco. 

Treinamentos para situações de emergência

Na EEEF Souza Lobo, a comunidade escolar já realizou uma série de simulações de emergência com a ajuda dos bombeiros e, depois, por conta própria. Para a estudante do 5º ano, Isabelle Brandão, a experiência a ajudou a entender melhor os pontos de evacuação da escola em momentos de emergência.

Por sua vez, a estudante Vitória Ferreira, do 4º ano, destacou que o passo a passo da simulação foi o momento que permaneceu marcado na memória. “Estamos muito preparados para casos de emergência. Sabemos que, se ouvirmos o sinal, precisaremos fazer uma fila para ir até uma sala específica. Achei muito importante para a nossa segurança, porque agora temos conhecimento para tomar cuidados e garantir que nenhum estudante se machuque no processo”, ressalta.

Escolas Resilientes

Foto de três estudantes da Rede Estadual ao redor de uma mesa escolar fazendo um trabalho em grupo. Sobre a mesa, há um cartaz manuscrito com fotos coladas, uma borracha e um caderno de inglês decorado com adesivos. Um dos jovens aponta para o cartaz.
Atividades na Escola Roberto Silveira incluem alunos de diferentes idades - Foto: Divulgação | ASCOM Seduc

A Seduc desenvolveu o Plancon Escolar para enfrentar os desafios intensificados pelos eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos. O projeto é parte da estratégia das Escolas Resilientes do governo do Estado, e busca fortalecer a capacidade das comunidades escolares de prevenir, responder e se recuperar de situações de emergência.

A iniciativa é composta por quatro eixos que direcionam o trabalho: Planos de Contingência Escolar, Infraestrutura Escolar Resiliente, Currículo Adaptado, além de Ações de Acolhimento e Escola Sensível ao Trauma.

O protagonismo dos estudantes representa um dos princípios centrais das Escolas Resilientes: preparar as comunidades escolares para enfrentar desafios climáticos por meio da colaboração, da informação e da participação cidadã. Com o apoio da Seduc e o engajamento das escolas, os Placons não tratam apenas da segurança das instituições em si, mas também formam cidadãos cada vez mais conscientes e preparados para atuar em suas comunidades.

Desde 2024, a Seduc promove formações continuadas, além de produzir materiais orientadores e articular parcerias com a Defesa Civil, o Instituto Alana e a organização Vozes da Educação. Dessa forma, o objetivo é apoiar a elaboração dos planos nas escolas da Rede Estadual.

Atualmente, o projeto está em fase de implementação em 87 instituições da Rede Estadual. Elas foram selecionadas com base em critérios de vulnerabilidade e exposição a riscos ambientais. A previsão é expandir a iniciativa para toda a rede de ensino do Estado.

Texto: Ascom Seduc
Edição: Felipe Borges/Secom

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