Colégio Júlio de Castilhos investe no ensino tecnológico
Escola faz parte da história de muitas gerações e ainda olha para o futuro
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O Colégio Júlio de Castilhos, da Capital, é uma das mais antigas e tradicionais instituições de ensino do Rio Grande do Sul. O famoso Julinho, fundado em 1900, cujo prédio já funcionou em endereços distintos, abriga hoje 1.500 estudantes e é considerado uma referência em educação por diversas gerações de gaúchos. Agora, para atrair o interesse dos alunos do século XXI, a nova direção, que assumiu em 2019, quer apostar na ampliação de conteúdos tecnológicos, no aumento do número de salas de robótica e na qualificação dos laboratórios de informática com a aquisição de equipamentos novos.
A diretora, Maria Berenice Alves, conta que tudo iniciou em 2014, quando um grupo de estudantes, vindos de instituições municipais, tinham o interesse de criar equipes de robótica para participar de competições nacionais. A iniciativa já garantiu ao Júlio de Castilhos o pódio nas Olimpíadas Brasileiras de Robótica (OBR) em duas ocasiões, 2014 e 2016. Conforme ela, o objetivo é ampliar a oferta do ensino tecnológico e investir para que mais alunos tenham o mesmo sucesso. “Nós queremos reconstruir o ‘Julinho’, para isso, temos que criar atrativos para trazer o estudante e a comunidade para dentro da escola”, explica.
O professor de Física, Carlos Rodrigues, é o responsável pela robótica. “Em breve teremos a ampliação do número de salas de robótica, que passará de duas para cinco. Isso permitirá que outras escolas aproveitem o espaço para agregar os estudos. Isso é maravilhoso”, afirmou. O ex-aluno, Leonardo Nunes, 20 anos, foi dos pioneiros na implementação do projeto de robótica. Atualmente, ele é monitor dos novos estudantes e sonha em entrar para a faculdade de Ciências da Computação. “Muita gente da periferia não tem acesso a tecnologias, por isso que a Fundação de Apoio ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos também teve um papel muito importante para que conseguíssemos trabalhar e ganhar competições. É uma oportunidade única e fundamental para os jovens”, destaca.
Fundação de Apoio ao Julinho
A Fundação de Apoio ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos foi criada em 1999 e é formada por ex-alunos, ex-professores, ex-diretores e admiradores do Julinho. Conforme a presidente da entidade, Márcia Lopes, o objetivo da organização é colaborar no desempenho e na qualificação da instituição. “Quando estes jovens trouxeram a iniciativa do projeto de robótica à tona, apoiamos de forma imediata. Seguimos, diariamente, tentando agregar palestras e a participação de empresas parceiras”, revela.
Música e inclusão social
Mas não são só as tecnologias responsáveis por deixar o Julinho ainda mais atrativo aos alunos. Projetos tradicionais da escola, que envolvem música e inclusão social, como a Banda Marcial Juliana, assim como os de incentivo à leitura e a oficinas de artes, são alguns nos quais os estudantes tomam gosto por participar. A Banda Marcial Juliana, por exemplo, é detentora de 12 títulos estaduais e apresenta um repertório com naipe de metais e orquestra sinfônica. Voltada à inserção social, ela é mantida por contribuições espontâneas de ex-integrantes e amigos, contando atualmente com 45 integrantes e com ensaios semanais.
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