Trabalhos das escolas estaduais na Expointer 2025 apontam soluções para os desafios do campo
Mostra reuniu 16 iniciativas que conectam inovação, sustentabilidade e realidade rural
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A Secretaria de Estado da Educação promoveu, nesta terça-feira (2), a Mostra de Trabalhos na Expointer 2025. Ao todo, 16 projetos de escolas agrícolas e do campo estiveram em destaque, abordando pautas sobre reciclagem, sustentabilidade, qualidade do solo e dos rios, dentre outras.
A secretária adjunta, Stefanie Eskereski, esteve no local interagindo com os estudantes e conhecendo de perto as iniciativas. “É muito inspirador ver de perto o trabalho dos nossos estudantes. Cada projeto apresentado aqui mostra a força da educação do campo e das escolas técnicas, que unem conhecimento, prática e compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.
A programação teve início com a abertura conduzida pelo superintendente de Educação Profissional, Tomás Collier, que ressaltou a importância da participação da Rede no maior evento agropecuário da América Latina. “Trazer os trabalhos das nossas escolas agrícolas e do campo para este espaço significa fomentar inovação, tecnologia e práticas pedagógicas ligadas à realidade rural. Queremos que os estudantes tenham a oportunidade de se desenvolver, trocar experiências e mostrar a força da educação profissional gaúcha”, destacou.
As alunas do 9º ano do Instituto Estadual de Educação Cristo Redentor, em Cândido Godói, Gabriela Schardong e Laura Zavislak, levaram à Mostra o projeto “Raízes da Água: Fluir e Cultivar”, desenvolvido como resposta à estiagem prolongada que atinge a região. A iniciativa propõe alternativas sustentáveis e de baixo custo para reduzir os impactos da crise hídrica sobre as famílias agricultoras, que dependem diretamente da água para produção e subsistência. Entre as soluções apresentadas estão a perfuração de poços artesianos, a instalação de aquedutos de bambu para irrigação, a construção de composteiras e o reflorestamento de áreas próximas às nascentes.
Para Gabriela e Laura, participar da Expointer foi a oportunidade de mostrar como a escola pode contribuir com ideias aplicáveis à realidade do campo. “Vivemos de perto os efeitos da estiagem, que atinge tanto as lavouras quanto o abastecimento das famílias. Por isso, esse projeto é tão importante: além de garantir água para hoje, também ajuda a preservar o meio ambiente para as próximas gerações”, destacaram.
O painel “Juventudes que Sustentam o Campo: Educação, Inovação e Futuro para o RS”, também fez parte da programação e reuniu estudantes, professores e pesquisadores em um debate sobre o papel das novas gerações no meio rural. Durante a atividade, foram discutidos os desafios da permanência da juventude no campo, as possibilidades de inovação tecnológica e a importância da educação para garantir a sucessão familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Participaram da mesa a estudante Giovana Fréo (ETE Agrícola Nossa Senhora da Conceição – 24ª CRE/Cachoeira do Sul), a aluna Natália Bratz (EEEM Carlos Bratz – Escola do Campo – 32ª CRE/São Luiz Gonzaga), os professores André Luís Botton (ETE Celeste Gobbato) e Bruna Schweinberger (EEEM Carlos Bratz), além da pesquisadora Jennifer Dias Ramos, doutora em Ecologia e Evolução da Biodiversidade e mestre em Zoologia pela PUCRS.
No turno da tarde, a programação foi marcada por momentos culturais e de diálogo. O público acompanhou o bate-papo Giro Cultural com o grupo Freio de Ouro, conduzido pelo criador Daniel Gonçalves, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Encerrando o evento, a roda de conversa “COM-Vida: Convida Você a Ser Parte da Solução”, foi conduzida por Kátia Rocha e Eduardo Almeida, do Departamento de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DECEB).
As exposições reuniram projetos de diferentes regiões do Estado, apresentados por escolas do campo e instituições técnicas. Participaram as escolas estaduais Adão Martini (2ª CRE - São Leopoldo), Adolfo Mânica (6ª CRE - Santa Cruz do Sul), Cel. Lúcio Annes (9ª CRE - Cruz Alta), Nhu Porã (11ª CRE - Osório), Rio Toldo (15ª CRE - Erechim), Instituto de Educação Cristo Redentor (17ª CRE - Santa Rosa), Escola Cel. Finzito e Carlos Becker (20ª CRE - Palmeira das Missões), Ângelo Manhka (21ª CRE - Três Passos), Dom Frei Vital de Oliveira (23ª CRE - Vacaria), Nestor Vianna de Campos (27ª CRE - Canoas), Escolas Carlos Bratz e João Manoel Corrêa (32ª CRE - São Luiz Gonzaga), além das escolas técnicas Nossa Senhora da Conceição - (24ª CRE - Cachoeira do Sul ), EET Fronteira Noroeste - (17ª CRE - Santa Rosa) e Celeste Gobatto - (20ª CRE - Palmeira das Missões).