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Escolas da Rede têm atividades especiais para o Dia da Consciência Negra

Alunos produziram vídeos, desenhos e leram sobre o assunto ao longo do mês de novembro

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Desenho escrito "Força, assistência e luta"
Na Escola Décio Martins Costa, estudantes do Ensino Médio fizeram desenhos para marcar a data - Foto: Seduc
Por Isabella Sander

Escolas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul tiveram atividades especiais para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira, 20 de novembro. Alunos produziram vídeos, desenhos e leram sobre o assunto ao longo do mês.

O secretário estadual de Educação, Faisal Karam, propôs uma reflexão sobre a importância desta data. “Datas como esta servem para entendermos o passado e nos orgulharmos como seres humanos. As mudanças necessárias passam pela educação, pois elas estão na sala de aula, passam pelos educadores e famílias. Elas devem ser exaltadas, para que seres humanos não sejam avaliados pela cor, pela condição financeira ou pela aparência por exemplo”, destaca, salientando que a sala de aula pode fazer a grande diferença que se quer na sociedade.

Na 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a Escola Maria Araci Trindade Rojas, de Caxias do Sul, organizou o evento “Diálogos sobre trajetórias afrobrasileiras”. A live irá ao ar das 19h às 21h desta sexta-feira, na página de Facebook da instituição de ensino. Participarão da roda virtual de conversa Bruna Letícia de Oliveira dos Santos, mestra em história e coordenadora do grupo de estudo NEFIG; Wanderson de Oliveira Silva, jornalista e historiador e idealizador do projeto Caminhos Cariocas; e a Banda TeTo, do bairro Campos da Serra, periferia de Caxias, que trata em suas canções sobre temas como a desigualdade social e o combate ao racismo. Na Escola Décio Martins Costa, estudantes do Ensino Médio fizeram desenhos para marcar a data.

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As crianças fizeram desenhos e fantoches inspirados pela história - Foto: Seduc

Na 8ª CRE, de Santa Maria, a professora Elizete Fernandes de Barros, da Escola Dr. Antônio Xavier da Rocha, trabalhou o tema com seus alunos do 1º ano do Ensino Fundamental a partir da arte temática “consciência negra”, baseada no livro “Menina bonita do laço de fita”, de Ana Maria Machado. As crianças fizeram desenhos e fantoches inspirados pela história. No Instituto de Educação Luiz Guilherme do Prado Veppo, a professora Dileane de Oliveira apresentou três textos sobre identidade negra e os estudantes tiveram de responder questões e fazer desenhos sobre o tema.

Na 11ª CRE, de Osório, a Escola Reinaldo Vaccari, de Imbé, propôs aos Anos Iniciais o trabalho “Somos todos coloridos e diferentes”, como tema “Africanidades”. Os alunos foram desafiados a escolher uma música sobre identidade negra para tocar ou dançar, junto de suas famílias, usando materiais que tivessem em casa.

Na 12ª CRE, de Guaíba, a professora Fernanda Rodrigues, da Escola Ciep, de Tapes, passou aos alunos a história da amizade entre um ratinho branco e um grilo preto e sem asas. Os estudantes fizeram vídeos e desenhos contando sobre a história e o que aprenderam com ela. A Escola Lauro Silva Azambuja, de Arambaré, realizou um encontro pelo Google Meet no dia 13 de novembro, com a convidada especial Daniela Centeno. Foi promovido um sarau virtual para todas as turmas, com apresentação de poesias, e os alunos apresentaram trabalhos sobre culinária, religião e danças africanas. A atividade foi organizada pelas professoras Jéssica Martins e Vanusa Araújo.

Na 14ª CRE, de Santo Ângelo, a Escola João Przyczynski, de Guarani das Missões, elaborou um vídeo sobre o Dia da Consciência Negra, produzido por alunos e professores. Nas imagens, estudantes aparecem com cartazes que fizeram com essa temática, acompanhadas de algumas frases.

Na 18ª CRE, de Rio Grande, uma oficina de turbantes ministrada pela professora mestranda Gabriele Costa Pereira foi oferecida para a Rede. A docente costuma levar esse projeto para diferentes espaços. A atividade consiste em trazer um pouco da história do turbante e demonstrar diferentes maneiras de criar e amarrar turbantes e o significado de cada turbante. A oficina, que costuma ter duração de 1h30min, foi compilada em um vídeo de cinco minutos.

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A 24ª CRE criou um espaço expositivo com objetos que representam a cultura negra - Foto: Seduc

A 24ª CRE, de Cachoeira do Sul, criou um espaço expositivo com objetos que representam a cultura negra. Foram realizadas quatro webconferências sobre o tema e uma hora do conto especial sobre a consciência negra. As webconferências trataram de temas como a história e o território negro em Cachoeira do Sul, a cultura negra na cidade e as produções interativas com esta temática.

Na 23ª CRE, de Vacaria, a professora Giovana Bittencourt Falkenback Picolo, da Escola São Paulo de Tarso, de Pinhal da Serra, criou um jogo virtual sobre a consciência negra. A brincadeira consiste em um quizz, com fatos históricos ligados à história e à cultura afrobrasileiras.

Na 32ª CRE, de São Luiz Gonzaga, o Instituto de Educação Professor Osmar Poppe realizou atividades com os Anos Iniciais sobre o Dia da Consciência Negra. Foi feita uma webconferência junto às crianças, que, durante a aula síncrona, fizeram desenhos com a temática da cultura negra, usando materiais como feijões, grãos e macarrões. Também foram feitos bonecos negros, com o uso de tecido.

A 35ª CRE, de São Borja, por meio da assessoria Cipave+, realizou pelo Google Meet a roda de conversa “Consciência negra”, com a participação de professores das escolas estaduais e de docentes da Unipampa. Para o evento, foram convidados a professora Jandira Elohá Lopes, que palestrou sobre o tema “A consciência negra no currículo escolar, os desafios da implementação da Lei 10.639/03”, e o professor João Heitor Silva Macedo, que palestrou sobre “A presença negra no RS: como chegamos aqui”. A professora Simone Barros de Oliveira, da Unipampa, mediou a roda.

Na regional, uma aluna do Colégio Estadual Getúlio Vargas ensinou seus colegas a confeccionarem uma boneca de pano “Abayomi”. No Instituto Estadual Arneldo Matter, foi promovida, de 17 a 20 de novembro, a “Confraria Cultural – Consciência Negra”, com atividades diversas, como a confecção de bonecas, história da culinária, sessão de cinema e palestras sobre diferentes assuntos dentro da temática racial. No Instituto Estadual Padre Francisco Garcia, o aluno Pedro Henrique Boeira, do 7º ano, contou um pouco sobre a presença de personagens negros no mundo dos games.

Na 36ª CRE, de Ijuí, a Escola Adolfo Kepler, de Panambi, realizou uma atividade interdisciplinar ao longo do mês, a partir da exploração de temáticas relativas à consciência negra, às diferenças culturais, ao respeito às diferenças, ao processo de criação, à colagem, ao desenho, à educação cidadã e aos valores. Os assuntos foram tratados a partir de painéis, leitura e análise de poesias e estudo sobre as bonecas “Abayomi”.

Em Ijuí, a Escola Técnica 25 de Julho também promoveu atividades sobre a data nas disciplinas de Filosofia, História e Artes. A Escola Emil Glitz, por sua vez, promoveu um bate-papo sobre qual o sentido de existir um Dia da Consciência Negra.

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