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Escola Anna Luísa Ferrão Teixeira realiza Seminário Integrado

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7ª CRE
O ano de 2012 foi um momento de readequações para educadores e educandos que iniciavam a sua vida no Ensino Médio. Os alunos que entraram no 1º ano começaram, com professores e coordenadores, a construção de um ensino multidisciplinar que visa ampliar as formas de atuação da escola na sociedade e na formação do estudante. O Ensino Médio Politécnico visa a reestruturação curricular e tem a responsabilidade de ofertar à juventude uma mudança estrutural que coloque o Ensino Médio para além da mera continuidade do Ensino Fundamental. Um ensino que contemple a qualificação, a articulação com o mundo do trabalho, com as práticas produtivas, com responsabilidade e sustentabilidade, e com a qualidade cidadã. Um dos pontos principais desse currículo é a inclusão, como metodologia, da pesquisa pedagogicamente estruturada, que possibilita a construção de novos conhecimentos e a formação de sujeitos pesquisadores, críticos e reflexivos. A pesquisa é o processo que, integrado ao cotidiano da escola, garante a apropriação adequada da realidade. E no mês de dezembro as escolas iniciaram uma série de seminários para expor os resultados desses trabalhos. A Escola Estadual de Ensino Médio Anna Luísa Ferrão Teixeira realizou na sexta-feira (7), seu Seminário Integrado com a exposição das pesquisas utilizando resíduos sólidos como tema. A apresentação das três turmas da manhã totalizou 20 projetos que retratavam, por exemplo, o tratamento do lixo escolar, os cuidados com o lixo em restaurantes, a implantação de um projeto de gerenciamento de resíduos, a reciclagem nas construções e a ligação entre fumantes e a poluição. Além de temas como lixo doméstico, orgânico e hospitalar. Os alunos Marcos Vinicius de Jesus Santos, Jeferson de Lima Gonçalves e Júnior Souza da Silva, resolveram direcionar o seu olhar para aqueles que sobrevivem da reciclagem desses resíduos. A Associação dos Papeleiros de Passo Fundo foi o tema central de sua apresentação, com uma vivência prática do trabalho desenvolvido pela associação. O projeto Reciclar para Sobreviver foi construído depois que os alunos foram doar alguns livros para reciclagem, mas chegando lá eles encontraram uma biblioteca organizada pela associação. ?Ao conhecer esse trabalho resolvemos trazer como tema de nossa pesquisa no Politécnico. Então fizemos várias visitas, realizamos entrevistas e tiramos fotos de todo o lugar focalizando na conscientização do trabalho social feito por eles, e em muito momentos, ouvimos o desabafo dos trabalhadores?, afirmou Marcos. A experiência prática dos alunos é uma das intenções estruturais do Ensino Médio Politécnico. ?Queremos continuar buscando pessoas que possam ajudar, é um trabalho que só está iniciando, porque vimos como uma coisa boa, e queremos despertar para que outras pessoas possam ajudar esse trabalho?, completou. Os coordenadores do Politécnico na escola, Juliana Leitão e Daniel Barros perceberam as dificuldades pela adaptação da nova metodologia, mas comemoram os resultados dos trabalhos. ?No primeiro trimestre trabalhamos os períodos de métodos de pesquisa, objetivos, e toda a estrutura do projeto. E no segundo trimestre eles apresentaram esses trabalhos com formato e metodologia como se estivessem numa faculdade?, comentou a professora. ?Fizemos alguns movimentos iniciais nesse ano para despertar o interesse e a curiosidade dos alunos. E com o tempo assumimos outras responsabilidades, e hoje vemos esse resultado com um grande número de trabalhos qualificados?, concluiu Barros. Trabalhos como das alunas Ângela Rossato e Mariana da Rosa, que apresentaram o projeto Lixo na Avenida Brasil que focou o lixo urbano e nos materiais consumidos. ?Resolvemos fazer esse trabalho para saber o estado de conservação das lixeiras e no decorrer da pesquisa fomos vendo poucas lixeiras, com problemas para separação dos tipos de lixos, e com a população reclamando do estado precário das lixeiras?, explicou Ângela. O desafio da escola pública está na movimentação desses cidadãos que estão em formação percebendo a fase de construção de sua personalidade e visão de mundo. É um início que tem a colaboração de todos como lembrou a diretora Glaucia Martins da Veiga. ?O Ensino Médio Politécnico veio como um desafio profissional para nossos professores, e uma experiência que estamos trabalhando e reconhecendo junto com os alunos. E hoje podemos observar a superação dos alunos e a possibilidade de construir uma nova realidade para o aprendizado?, afirmou.
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